sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

seres humanos.

E amanhece mais um dia,
Um dia em que tudo permanece como sempre esteve
Errado e cético.
Belo e poético.
Nada como a poesia de um poente
Para contrastar com a inebriante poluição de objetivos ilusórios.

E tudo continua vivo como sempre esteve.
Inevitável como sempre esteve
E nem sequer se perguntam se sempre esteve.

Como pode continuar sorrindo.
Se tu és movido a pão e circo?
Chora pelas desgraças demasiadamente inevitáveis.
Chora
Por ser e não saber
E nem sequer querer.
Como cães vadios contentes ao encontrar comida dentro de uma sacola plástica,

Vamos esquecer de amar.
Pois sentimentos não enchem barriga dizem nossos pais.
Amemos os conselhos pois eles lhe são concedidos de graça!
Choremos depois as lágrimas inevitáveis da falta de perspectiva.

E de dentro de minha cúpula
Ao embelezar a realidade
Ofereço um brinde a todos os entusiastas do agora.

Um comentário:

Luiza Judice disse...

Pois é, rapaz...

Não sei o que é pior no ser humano: querer tudo de graça ou só querer o que se pode comprar.

Beijão.