#1
O ventilador ecoa um barulho torturante,
Os cães latem e arrastam pedaços de corpos pela madrugada
Algo clama por socorro.
Mesmo com a mudança de palco o drama permanece
Enquanto enceno dentro de mim uma comédia para não chorar,
As cortinas se fecham
E a platéia permanece silenciosa
Os aplausos estão guardados no mesmo lugar em que guardaram o amor.
Um quarto quente,
Uma lata de cerveja e nada mais que me interesse.
A não ser os erros que me acordam quebrando o silencio da noite
E eu vomitei palavras.
E eu anulei sentimentos
E o céu pede para que eu o segure por mais alguns minutos
Para que ao menos algo seja salvo.
# 2
Caminho até você e tento olhar dentro dos seus olhos,
As palavras me sufocam
Pedindo para que saiam.
Minhas mãos soam, pedindo pelo toque da sua.
Quanta vez mais terei que andar até você?
Só até que o medo corte meu pescoço e jorre as palavras em seu rosto
Como sangue para um vampiro.
Aceitar a derrota é sempre mais difícil quando não se luta como deveria.
E as facas continuam a acertar em cheio
Meu coração exasperado de sentimentos.
Desesperado por sentimentos.
Mantém-se frequentemente estático
Frequentemente imundo.
Insolente e mentiroso.
Se eu peco é na vontade...
sexta-feira, 6 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
seres humanos.
E amanhece mais um dia,
Um dia em que tudo permanece como sempre esteve
Errado e cético.
Belo e poético.
Nada como a poesia de um poente
Para contrastar com a inebriante poluição de objetivos ilusórios.
E tudo continua vivo como sempre esteve.
Inevitável como sempre esteve
E nem sequer se perguntam se sempre esteve.
Como pode continuar sorrindo.
Se tu és movido a pão e circo?
Chora pelas desgraças demasiadamente inevitáveis.
Chora
Por ser e não saber
E nem sequer querer.
Como cães vadios contentes ao encontrar comida dentro de uma sacola plástica,
Vamos esquecer de amar.
Pois sentimentos não enchem barriga dizem nossos pais.
Amemos os conselhos pois eles lhe são concedidos de graça!
Choremos depois as lágrimas inevitáveis da falta de perspectiva.
E de dentro de minha cúpula
Ao embelezar a realidade
Ofereço um brinde a todos os entusiastas do agora.
Um dia em que tudo permanece como sempre esteve
Errado e cético.
Belo e poético.
Nada como a poesia de um poente
Para contrastar com a inebriante poluição de objetivos ilusórios.
E tudo continua vivo como sempre esteve.
Inevitável como sempre esteve
E nem sequer se perguntam se sempre esteve.
Como pode continuar sorrindo.
Se tu és movido a pão e circo?
Chora pelas desgraças demasiadamente inevitáveis.
Chora
Por ser e não saber
E nem sequer querer.
Como cães vadios contentes ao encontrar comida dentro de uma sacola plástica,
Vamos esquecer de amar.
Pois sentimentos não enchem barriga dizem nossos pais.
Amemos os conselhos pois eles lhe são concedidos de graça!
Choremos depois as lágrimas inevitáveis da falta de perspectiva.
E de dentro de minha cúpula
Ao embelezar a realidade
Ofereço um brinde a todos os entusiastas do agora.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Algo que grita;
#1
O grito desesperado de algo que não tem nome;
Clama por socorro, por medo de algo que não existe.
Gritos desesperados que surtem tanto efeito quanto lágrimas ao cair num oceano.
Algo quer amor,
Amigos bebem e dão risada como prostitutas a espera do melhor cliente
Andando pela rua no meio de uma noite nublada
O coração só quer o golpe de misericórdia
O amor que existiu transformou-se na fruta que ninguém há de comer.
Cogitar é sinônimo de errar quando se trata de amor
Vamos festejar o oceano de ilusões encher nossas vidas de lágrimas hipócritas.
Hipócritas como bêbados velhos que falam de sentimento.
Sua verdade é tão grande quanto a gota de suor em busca da felicidade.
(celebrem as lágrimas que nunca escorreram)
(celebrem as drogas que nunca foram usadas)
E de manhã quando as cortinas se fecham
E a vida termina.
O que nos resta é aplaudir nossa derrota.
Enquanto rimos de nós mesmos.
# 2
Como as estações do ano os sentimentos passam por nós mudando nossa temperatura
Sonhos que não tivemos tomam conta da verdade inexistente dentro de nossos corações
Um copo com água para curar a ressaca
Um comprimido para levar ao sono
Alucinógenos para concertar a realidade.
E alguns amigos para acabar com a monotonia
O sangue cai na boca das crianças menos favorecidas
Enquanto outras se deliciam por ter sangue azul
A vida parece ser assim
Enquanto uns dormem outros cuidam da mentira.
Para que ela cresça como uma bela verdade.
Vamos celebrar a ressaca infinita das noites mal dormidas
Vamos clamar por mais zumbis a nossa volta
Vamos dançar ao som da marcha fúnebre
Só para que não tenham pena.
E para que não digam que nossa vida
É uma eterna quarta feira de cinzas,
05/02/09 2:10 A.M.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Algo.
E hoje quando acordei,o céu estava com mais cor.
As flores não eram mais que flores , mais eram o bastante por ser o que eram.
E hoje quando acordei, algo ressucitou.
Algo que era apenas cinzas , algo que era apenas lágrimas
Transformou-se
Reintegrou-se a algo
Mais ainda não sei á que.
Ainda não sei aonde
Ainda não sei como
Só sei que é.
As flores não eram mais que flores , mais eram o bastante por ser o que eram.
E hoje quando acordei, algo ressucitou.
Algo que era apenas cinzas , algo que era apenas lágrimas
Transformou-se
Reintegrou-se a algo
Mais ainda não sei á que.
Ainda não sei aonde
Ainda não sei como
Só sei que é.
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