sábado, 25 de outubro de 2008

Chuva,


Eu preciso de você, assim como preciso ver a ultima flor que o outono ousa derrubar
Eu preciso de você,assim como preciso que a chuva escorra pela minha pele lavando minha alma .
Mais não,eu não sou o dono do seu sorriso
Mais não, eu não sou o dono dessa nova expressão
Sou apenas uma flor murcha dentro de um livro velho comido por traças,
Mas uma flor que nunca desaparece por completo , por ser uma flor ,

Uma flor cinza
Uma flor cinza

Cinza por contemplar e não sentir
Cinza por não saber a diferença entre sonhar e amar,

A musica escorre minha face, enquanto você dança na chuva
Sentimentos lavam minha alma ,enquanto eu danço na chuva
Musicas lavam meu corpo enquanto a chuva lava minha alma.

Ela olhou as flores do jardim como se fossem simples flores
Eu acendi um cigarro, e sorri
Pois não eram lágrimas,
mais sim o orvalho

quinta-feira, 16 de outubro de 2008





A lua as vezes me emociona,
prata
bela
definida.
Queria ser como ela e brilhar quando tudo está escuro.


A escuridão as vezes amedronta até as estrelas, que se escondem atraz das nuvens quando tudo está nublado.
As vezes olhando o céu, vejo a mim mesmo.
Ele não é meu
Mas sei que ele faz parte de mim.

Continuo em busca da lua que vá me iluminar , para que eu possa sair de trás das nuvens.
Sei que não vai amanhecer tão cedo.
Mais talvez chova , e chuvas de lágrima talvez levem a esperança para um lugar mais belo de se viver.
Talvez eu escorra até o céu.

Só uma lua que ilumine minha escuridão
Só uma lua que ilumine minha escuridão.

Boa noite,

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Monstros do armario também morrem com o tempo.




A noite me engole
E tenho medo de dormir
E por não dormir
Tenho medo de acordar.
Enquanto não durmo posso manter-me atento
As peças que o tempo cisma em me pregar.

Com tanto medo do tempo
Não durmo.
Mesmo assim acordo ao relento.
Sinto o frio
Ao perceber que acordei.
Sinto o sangue em minhas veias
Ao perceber que estou vivo
Sinto o vazio
De mais um dia em que o sol não nasceu e nem se pôs.

O medo do tempo
Está aonde esse dia começou a existir.
No dia em que eu não dormi
E o ranger dos móveis eram como monstros se escondendo no armário
E o barulho da televisão era minha canção de ninar.

Quando o sol resolver nascer,
Talvez eu ache o caminho para me esconder debaixo da cama.
E depois de usufruir de coisas que não aconteceram
O tempo volte a correr
E assim
Talvez o sol volte a se pôr e eu volte a dormir.

Enfim
o Monstro do armario morreu de velhice.

Tempo

O tempo passa ,
o tempo é tempo
, os tempos mudam
E quando o tempo muda , o tempo não passa por medo da mudança.
tento um Passatempo
para o tempo passar sem que passe o tempo.
Minha vida percorre o tempo
E eu nao sei o que ja aconteceu e o que vai acontecer.
Mais de que isso importa se o tempo é tempo agora?
E mesmo sabendo que o tempo vai passar.
E mesmo sabendo que não seremos os mesmos daqui a uma hora.
Mergulho no tempo em que o passar do tempo
não era nada mais que o passar do tempo.



Não viva o amanhã , viva o agora,o que você faz agora se reflete no amanhã.
Não tenha medo ou o tempo não passa , não se preocupe com o tempo .
let it be.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Entre querer e ter,

Gosto de quando a chuva cai em meu rosto,
Parece ser minha.
Gosto quando meus olhos se fecham antes de dormir e eu vejo o céu, ele parece ser meu.
Penso na beleza das coisas e me sinto o oposto
A simplicidade não é suscetível a nada
Não se altera.
O que se altera, quando o céu não está ao meu alcance?
O que se altera, quando a chuva tem gosto de lágrima?
O que tem direito de ofuscar a beleza da simplicidade?

Sentir é mais do que ter,
A essência da vida é o sentimento.
Às vezes queremos mais que sentir
Queremos ter
Pois não sabemos o que queremos
Apenas achamos que queremos.
Eu não sei o que realmente quero
Mais a falta do que sinto
E do que eu acho que quero
Deixou-me sem ar essa noite.
E a noite com essa falta de ar
Deixou-me sem ter o que querer.